Romulo Moussalem, Filho da presidente da Virada Feminina, tenta agredir mulher em condomínio de luxo em Manaus.

Após 1 ano abafando o caso, a verdade veio à tona.


Romulo Moussalem, Filho da presidente da Virada Feminina, tenta agredir mulher em condomínio de luxo em Manaus.

O
que começou como uma reclamação rotinal de condomínio no Residencial Vertentes
do Tarumã, na noite de 28 de janeiro de 2025, escalou para um dos episódios
mais graves de violência contra a mulher e desacato à autoridade registrados
recentemente na capital amazonense. O protagonista do episódio é Rômulo
Moussalem, filho da empresária Cileide Moussalem, proprietária do Portal CM7 e
presidente da Virada Feminina.

O
caso, que agora tramita no 20º Distrito Integrado de Polícia (DIP), expõe um
cenário de fúria, misoginia e a tentativa de usar a influência familiar para
sobrepujar a lei.

Segundo
o Boletim de Ocorrência nº 29145/2025 e os depoimentos colhidos pela autoridade
policial, os fatos tiveram início por volta das 19h00. Rômulo Moussalem
promovia em sua residência uma festa descrita por testemunhas como de alto
incômodo sonoro, supostamente regada a excessos. A vizinha, a Major Regina
Medeiros, incomodada com o volume, ligou para Rômulo solicitando a redução do
som.

Embora
o pedido tenha sido atendido inicialmente de forma tranquila, a paz durou pouco.
Minutos depois, Rômulo apareceu na porta da Major em estado de visível
alteração. O relato policial é contundente: o agressor apresentava forte odor
de bebidas alcoólicas e entorpecentes, segurando um copo e estando sem camisa
no momento do confronto.

Ao
ser atendido na porta, Rômulo iniciou uma sequência de agressões verbais e
tentativas de invasão. "Qual é o teu problema? Majorzinha de merda",
teria dito o infrator, seguido de termos como "Filha da Puta" e
"Zé Buceta". Não satisfeito com os insultos, Rômulo forçou a entrada
na casa da Major, tentando empurrá-la.

Diante
do risco iminente de agressão física dentro de seu próprio lar, a Major Regina,
valendo-se de sua formação e prerrogativa, sacou sua arma para conter o avanço
do vizinho. A resposta de Rômulo foi um desafio direto à vida da oficial: “Atira,
porque quem vai te matar sou eu”.

A
situação só não tomou rumos ainda mais trágicos devido à intervenção de Nayara
Lima, síndica do condomínio, que chegava ao local no momento da discussão. Nayara
presenciou as agressões verbais e a tentativa de Rômulo de investir fisicamente
contra a moradora. Mesmo com a presença da síndica, o agressor continuou aos
gritos, afirmando que iria "foder" com a carreira da Major e
prejudicá-la em seu trabalho.

Enquanto
aguardavam a chegada da Polícia Militar, Rômulo Moussalem utilizou o que as
testemunhas descrevem como um "escudo de influência". Aos gritos para
todo o condomínio ouvir, ele disparou: “Vocês não sabem quem é a minha mãe” e “Vocês
policiais são tudo lixo”.

Quando
as viaturas finalmente chegaram, o descontrole persistiu. O registro policial
indica que Rômulo tentou "partir para cima" dos oficiais de serviço,
sendo necessário um esforço tático para contê-lo e fazê-lo retornar para sua
residência.

O
depoimento da Major Regina traz um elemento ainda mais sombrio: o filho da
oficial, ao presenciar o tumulto e sair para defender a mãe, também se tornou
alvo do agressor. Rômulo teria tentado contornar as pessoas presentes para
agredir o jovem, gritando: “O que tu quer se metendo nessa porra? Você não se
mete que eu vou te pegar”. A agressividade direcionada à família da vítima
reforça a tese de uma conduta criminosa desmedida e perigosa.

O
caso levanta um debate ético profundo sobre a atuação da família Moussalem na
sociedade amazonense. Cileide Moussalem, mãe do acusado, é uma figura pública
que preside a Virada Feminina, um movimento que, teoricamente, luta pelo
empoderamento e proteção das mulheres.

A
pergunta que ecoa nos corredores do 20º DIP e entre os moradores do Tarumã é:
como uma líder de um movimento feminino lida com um filho que injuria, ameaça
de morte e tenta agredir uma mulher dentro de sua própria casa? Os relatos
indicam que, longe de uma postura de repressão ao ato violento do filho, houve
uma tentativa de "abafar" o caso para preservar a imagem pública da
família.

Procedimentos
Jurídicos e Próximos Passos

No
dia 31 de janeiro de 2025, a Major Regina Medeiros formalizou o Termo de
Representação Criminal contra Rômulo Moussalem. O pedido baseia-se nos
seguintes tipos penais:


  • Injúria (Art. 140
    do Código Penal Brasileiro).

  • Ameaça (Art. 147
    do Código Penal Brasileiro).

A
vítima informou que fará a juntada de provas adicionais, incluindo imagens das
câmeras de segurança do condomínio que registraram toda a dinâmica do ataque. A
audiência preliminar foi agendada para o acompanhamento do inquérito.

Este
caso não é apenas uma briga de vizinhos; é o retrato de uma sensação de
impunidade que muitas vezes acompanha aqueles que acreditam estar acima da lei
devido ao sobrenome ou conexões políticas. A verdade, registrada nos documentos
oficiais da Polícia Civil do Amazonas, agora aguarda o crivo do Judiciário,
desafiando a rede de influências que tentou, sem sucesso, manter essa noite de
terror sob o tapete.



































 O
episódio de violência protagonizado por Rômulo Moussalem contra a Major Regina
Medeiros no dia 28 de janeiro de 2025 parece não ser um fato isolado na
biografia da família, mas sim o reflexo de um
modus operandi enraizado.
Enquanto o filho responde por ameaça de morte e injúria, investigações
jornalísticas trazem à tona um histórico alarmante envolvendo a matriarca, a
empresária Cileide Moussalem.



De
acordo com informações do Portal Radar Amazônico, o nome de Cileide Moussalem
está vinculado a uma ficha extensa na Polícia Civil: são mais de 80 boletins de
ocorrência registrados contra ela. As queixas seguem um padrão sistemático que
espelha a conduta do filho: injúria, calúnia, difamação e ameaça. O volume
assustador de registros sugere que o ataque às honras alheias e a intimidação
são ferramentas recorrentes da empresária para exercer o que acredita ser um
"suposto poder de influência".

*O boletim de ocorrência*

 

* O DEPOIMENTO DA VÍTIMA*

*O DEPOIMENTO DA SÍNDICA*


* A REPRESENTAÇÃO CRIMINAL*





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